O que sobrou de mim foi a falta
a falta do olhar
a falta do tocar
a falta do lembrar
a falta do amar
O que sobrou de mim foi o vazio
o vazio dos dias ensolarados
o vazio dos dias nublados
o vazio do coração atordoado
O que sobrou de mim foram as indecisões
Indecisões de mim
Indecisões de ti
Indecisões do ir e vir
O que soprou em mim foi a liberdade
a liberdade da sala de estar
a liberdade do quarto de amar
a liberdade das mãos para agarrar
O que sobrou em mim se foi
Se foi a fraqueza
a escuridão
o medo
a solidão
O que soprou em mim foi a cura
a cura do coração
o antídoto para solução
a luz para a escuridão
os pés para correr
e o sentimento para fazer canção
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Passou
Hoje quem fala já não sou eu
Hoje o que se move não é por meu esforço
Eu ainda me perco em todos os rodeios de minhas palavras
Eu ainda molho cada folha escrita
Hoje quem já não volta sou eu
Mesmo que o que se grita aqui dentro seja o contrário
O que se cumpriu foi bom
Mas aceitei sem querer
Hoje quem já não quer sentir sou eu
O que transparece em minhas contradições
O ir que quer voltar
O contentamento em te ver feliz
A tristeza em não te ver aqui
Hoje o que digo não muda nada
Nunca mudou
Nem há de mudar
Hoje eu já não sei o que escrevo
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
A gota
Mal diz este gozo a cada miragem tua
Mal diz esta farpa que atravessa os sentidos
Me fiz de pedra, me fiz de rosas
Me fiz do que se desfez
Mal diz minhas poesias cobertas de memórias
O tal sabor de sangue
O tal cheiro da tua nuca
Mal diz estas palavras sem sentido
Os passos que tenho revido
Mal diz este espinho que perfura
Os dias que nem o tempo atura
Padece minha alma lavada de suor ateu
Alto de desventuras e do que se escondeu
A gota doce de tortura
A clareza perdida no breu
sábado, 7 de dezembro de 2013
Vermelho
Meu erro vermelho
Meu sangue, vermelho
Meu drama
Meu morto
morto morto
Meu mar
As rosas
Meu céu
Meu drama
Minha carne fresca
O mistério
e aquela escrita na parede
O livro sobre a mesa
O líquido que escorre entre meus dedos
Ah, meus dedos
O berro
A dor
Teu, flor
O atrevimento pendurado na maçaneta
e o convite de traição
Porenquanto
Enquanto eu não conseguir me desprender dos teus nós
Enquanto eu não conseguir sair do lugar
Enquanto eu não lembrar que o tempo está correndo
Enquanto as palavras secas não forem carregadas pelo vento
as pedras rolarem sem peso
e as gotas não pararem de cair e inundar este quarto
Enquanto as estradas permanecerem longas de propósito
Enquanto eu não souber onde pararam todas aquelas folhas
e onde os dentes quentes se esconderam
e os verbos delicados se perderam
Enquanto eu não conseguir tirar este lençol de cima de mim
e todos os aromas que entram pelas janelas abertas se despedirem
e os meus pés criarem forças para correr sobre a areia quente
Enquanto as paredes permanecerem de pé e estreitas
Enquanto não houver
Enquanto eu não souber o que o enquanto me trouxe
e quando ele irá embora
Enquanto o enquanto permanecer aqui
Enquanto o enquanto não se despedir, eu não poderei decidir
Enquanto eu não conseguir sair do lugar
Enquanto eu não lembrar que o tempo está correndo
Enquanto as palavras secas não forem carregadas pelo vento
as pedras rolarem sem peso
e as gotas não pararem de cair e inundar este quarto
Enquanto as estradas permanecerem longas de propósito
Enquanto eu não souber onde pararam todas aquelas folhas
e onde os dentes quentes se esconderam
e os verbos delicados se perderam
Enquanto eu não conseguir tirar este lençol de cima de mim
e todos os aromas que entram pelas janelas abertas se despedirem
e os meus pés criarem forças para correr sobre a areia quente
Enquanto as paredes permanecerem de pé e estreitas
Enquanto não houver
Enquanto eu não souber o que o enquanto me trouxe
e quando ele irá embora
Enquanto o enquanto permanecer aqui
Enquanto o enquanto não se despedir, eu não poderei decidir
domingo, 1 de dezembro de 2013
Depressa
A pressa
A pressa
A pressa
nunca me dei bem com a tal
Mas sempre carreguei-a comigo
Fechei a porta
As janelas
Apaguei todas as luzes
e me calei
como quem cala sem motivos
E quem disse que há motivos para se calar?
Eu nunca tive motivo algum
Meu coração nunca foi motivo
E motivo nunca foi motivo pra se motivar
Meu coração não sabe
Não sabe nada
Só cala
Anda por aí tentando regar o acaso
Chora
Grita
ama sem fim
A pressa
apressa
atrapalha
e cala
Por isso, deixei-a
e fiquei por aqui
calada com o fim
A pressa
A pressa
nunca me dei bem com a tal
Mas sempre carreguei-a comigo
Fechei a porta
As janelas
Apaguei todas as luzes
e me calei
como quem cala sem motivos
E quem disse que há motivos para se calar?
Eu nunca tive motivo algum
Meu coração nunca foi motivo
E motivo nunca foi motivo pra se motivar
Meu coração não sabe
Não sabe nada
Só cala
Anda por aí tentando regar o acaso
Chora
Grita
ama sem fim
A pressa
apressa
atrapalha
e cala
Por isso, deixei-a
e fiquei por aqui
calada com o fim
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Adeus
O arrepio vestindo o corpo calado e inocente
Meu ódio, passado, presente
Não há ódio, aceitação talvez
A métrica perfeita entre o amar e o partir
O caminho confuso entre o ser e o será
A fala perfeita para alguém intervir
rimas
tédio
a escassez de sentimentos..
O que seria isso?
Meus olhos se fecham, e minha mente cansa em tentar responder
Palavras
Dias calados
Rotina
Perdão
Perdão? Nem há o que perdoar
São apenas duas emoções controversas
Dois jeitos de sentir
e não sentir
Duas interpretações
Duas almas que se perderam no caminho e não souberam sincronizar seus gestos
Ambas as partes
Confusas
Amando o que não devia
Amando o já se foi
Meu ódio, passado, presente
Não há ódio, aceitação talvez
A métrica perfeita entre o amar e o partir
O caminho confuso entre o ser e o será
A fala perfeita para alguém intervir
rimas
tédio
a escassez de sentimentos..
O que seria isso?
Meus olhos se fecham, e minha mente cansa em tentar responder
Palavras
Dias calados
Rotina
Perdão
Perdão? Nem há o que perdoar
São apenas duas emoções controversas
Dois jeitos de sentir
e não sentir
Duas interpretações
Duas almas que se perderam no caminho e não souberam sincronizar seus gestos
Ambas as partes
Confusas
Amando o que não devia
Amando o já se foi
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
De lírios (delírios)
Em meio a serenidade que toma em cheio minha carne, meu corpo leve, me vem à mente uma pergunta: O que há de vir, então?
Devo perceber que ao menos esta vez me vejo crendo, enfrentando algo...
...algo que não se pode ao menos ignorar.
São como discos voadores repletos de luzes, luzes quebradas caindo lá de cima, com todo o peso do céu.E o céu? Ah, esse se faz presente sobre mim, e algumas vezes possui o capricho de derrubar toda a tempestade em cima da minha cabeça, e é aí que a loucura rodopia em minha mente singela pronta para mais uma pequena viagem ao tópico de emoções de pouca fé.
Pouca fé, há quem diga que isso é ruim, eu não diria isso, eu não sei de nada. Então, esqueçamos a "pouca fé", eu recolhi algumas ideias censuradas por mim mesma..
Não sei onde se encontram no momento, provavelmente em algum esconderijo desta triste casa sem janelas, sem cor, sem ar, apenas com uma porta fechada, com risco de cair de vez por conta das paredes fracas e sua madeira comida por cupins.
Então, perceba que logo logo alguém chegará com uma carta de retirada alegando estar oferecendo risco aos moradores (no caso, eu) e aos vizinhos mais próximos.
Imagina só, isso já esteve tão próximo de acontecer...mas eu me permitir roubar um serviço para remendar as rachaduras das paredes.Os cupins?? Para esses eu usei uma receita caseira.
Só posso dizer que se isso acontecer não fará muita diferença, eu mesma já estou partindo.
Estou indo ao desconhecido, deixarei tudo, para que se destruam com o desabamento que sei que há de acontecer, não por conta do tempo, mas por minha conta.
Acontece que já não há motivos para viver aqui, toda essa escuridão, todo esse silêncio, eu já não consigo passar todas as noites me embriagando.
Tudo isso por ter me dado a chance de olhar para o lado de fora, com todo aquele clichê bobo e com os lírios que davam fortes gargalhadas, e me dado conta de que as luzes dos tais discos voadores ao cair, nunca haviam chegado ao chão.Eu não sei qual o motivo disso, eu apenas não sei, e devo dizer que nem quero saber.
Está tudo em minhas pequenas mãos, o que há de vir, então? Eu apenas não sei, e devo dizer que não quero saber.
.
Devo perceber que ao menos esta vez me vejo crendo, enfrentando algo...
...algo que não se pode ao menos ignorar.
São como discos voadores repletos de luzes, luzes quebradas caindo lá de cima, com todo o peso do céu.E o céu? Ah, esse se faz presente sobre mim, e algumas vezes possui o capricho de derrubar toda a tempestade em cima da minha cabeça, e é aí que a loucura rodopia em minha mente singela pronta para mais uma pequena viagem ao tópico de emoções de pouca fé.
Pouca fé, há quem diga que isso é ruim, eu não diria isso, eu não sei de nada. Então, esqueçamos a "pouca fé", eu recolhi algumas ideias censuradas por mim mesma..
Não sei onde se encontram no momento, provavelmente em algum esconderijo desta triste casa sem janelas, sem cor, sem ar, apenas com uma porta fechada, com risco de cair de vez por conta das paredes fracas e sua madeira comida por cupins.
Então, perceba que logo logo alguém chegará com uma carta de retirada alegando estar oferecendo risco aos moradores (no caso, eu) e aos vizinhos mais próximos.
Imagina só, isso já esteve tão próximo de acontecer...mas eu me permitir roubar um serviço para remendar as rachaduras das paredes.Os cupins?? Para esses eu usei uma receita caseira.
Só posso dizer que se isso acontecer não fará muita diferença, eu mesma já estou partindo.
Estou indo ao desconhecido, deixarei tudo, para que se destruam com o desabamento que sei que há de acontecer, não por conta do tempo, mas por minha conta.
Acontece que já não há motivos para viver aqui, toda essa escuridão, todo esse silêncio, eu já não consigo passar todas as noites me embriagando.
Tudo isso por ter me dado a chance de olhar para o lado de fora, com todo aquele clichê bobo e com os lírios que davam fortes gargalhadas, e me dado conta de que as luzes dos tais discos voadores ao cair, nunca haviam chegado ao chão.Eu não sei qual o motivo disso, eu apenas não sei, e devo dizer que nem quero saber.
Está tudo em minhas pequenas mãos, o que há de vir, então? Eu apenas não sei, e devo dizer que não quero saber.
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terça-feira, 26 de novembro de 2013
Lista
Jogar a tristeza pela janela
Fechar a porta aberta
Secar a chuva feita de lágrimas
Cobrir a rua descalça
Chutar a angústia
Pôr a calma debaixo dos nossos lençóis
Se enrolar na beleza
Desfazer alguns nós NÓS
Deitar poesias sobre vielas
Dançar, andar por aí
Cantar a capella
Fechar a porta aberta
Secar a chuva feita de lágrimas
Cobrir a rua descalça
Chutar a angústia
Pôr a calma debaixo dos nossos lençóis
Se enrolar na beleza
Desfazer alguns nós NÓS
Deitar poesias sobre vielas
Dançar, andar por aí
Cantar a capella
sábado, 9 de novembro de 2013
Enfim
Em ventos cegos de se ver
Em tempos prontos pra correr
Em termos fáceis de você
Em leito calmo de me ter
Em erros simples de perdoar
Em vontade única de voltar
Em tardes boas para pensar
Em ruas confusas de se andar
Em pés fracos para me suportar
Em corpo sem vontade de levantar
Em mim
Em meu sim
Em algo
Em fim
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Vagando
Aquela vaga poesia minha
que se esconde por trás da dificuldade que é sonhar e te ver longe
que se devora de ignorância e melancolia ao ver os olhos teus
de um um olhar firme
que me tira toda a concentração e apaga minha raiva
me desconcerta e me culpa
Aquela vaga poesia minha
que se desmancha em choro e dança dentro de mim com a sincronia da minha insegurança atormentando meu doce amar
Aquela vaga poesia minha
que se encanta pelas tuas
que cai ao chão nua
que perde a razão
que não se situa
Aquela vaga poesia minha
que apesar do tempo que passou
ainda espera a chance de te cobrir e
que sabe que só assim correrá da terra para lua
passando de rua em rua
Voltando ao tempo que passou e amando sem medo do que voou.
sábado, 12 de outubro de 2013
Chuva fina na Augusta
O travo na garganta ferindo teu choro fino e devagar.
Teu cansaço refletido no vidro da janela que sente o toque de cada pingo de chuva caído do céu nublado.
O belo se tornando lembrança, teu rosto transparecendo a solidão.Enfim, teu coração desarmado pedindo as flores da primavera, o seu íntimo escorrido de serenidade revestida de paixão.
Perdida em seu próprio casulo,crescendo em si a fina angústia de que nada se acontece sem que querer, nem por acaso, nem acaso, ou descaso, procurando nos teus devaneios a saída de uma tarde morna.
Teu cansaço refletido no vidro da janela que sente o toque de cada pingo de chuva caído do céu nublado.
O belo se tornando lembrança, teu rosto transparecendo a solidão.Enfim, teu coração desarmado pedindo as flores da primavera, o seu íntimo escorrido de serenidade revestida de paixão.
Perdida em seu próprio casulo,crescendo em si a fina angústia de que nada se acontece sem que querer, nem por acaso, nem acaso, ou descaso, procurando nos teus devaneios a saída de uma tarde morna.
Porre
Eu não vim pra dizer que sim, nem que não.
Nem que sei, nem que não sei.
Eu vim pra falar tudo e pra falar nada, para trocar e destrocar as palavras chapadas que me atrevo soltar.
Pois o porre que tomei hoje me toma quente e amargo remoendo e lavando meu peito injuriado.
A cachaça nada faz esquecer, mas aquece e revitaliza minha sina, minha vontade de falar e ver, pois a sensação de cada gole que desce garganta abaixo não se atreve a me derrubar, nem me abala a sanidade de você, mas me chora esgotando o ressentimento de um coração bobo que procura motivos para seus atos.
Nem que sei, nem que não sei.
Eu vim pra falar tudo e pra falar nada, para trocar e destrocar as palavras chapadas que me atrevo soltar.
Pois o porre que tomei hoje me toma quente e amargo remoendo e lavando meu peito injuriado.
A cachaça nada faz esquecer, mas aquece e revitaliza minha sina, minha vontade de falar e ver, pois a sensação de cada gole que desce garganta abaixo não se atreve a me derrubar, nem me abala a sanidade de você, mas me chora esgotando o ressentimento de um coração bobo que procura motivos para seus atos.
sábado, 5 de outubro de 2013
Café ao leite
O café derramado na pia, o tédio na madrugada quieta e silenciosa, meu sorriso se esconde e logo se mostra entrando nas lembranças saborosas como se fosse a última vez de tudo.Meu eu é de se pensar, minha contradição se mostra pelos estímulos de tuas indas e vindas.
Não há tempo ruim, tempo corrido, tempo parado, o vento trouxe e secou a exaustão de se privar, os olhos decifraram os caminhos percorridos pelo coração sapateando, gritando juras em forma de poesias.
As palavras dançaram soltas no ar jogando confetes de cortesia para quem se permitiu mostrar as perdidas canções de quarto.
A tempestade deitou-se em pranto e foi embora de repente dando espaço aos exatos riscos da realidade confortada em meu corpo revestido de certezas de que é de passar a hora perdida.
Não há tempo ruim, tempo corrido, tempo parado, o vento trouxe e secou a exaustão de se privar, os olhos decifraram os caminhos percorridos pelo coração sapateando, gritando juras em forma de poesias.
As palavras dançaram soltas no ar jogando confetes de cortesia para quem se permitiu mostrar as perdidas canções de quarto.
A tempestade deitou-se em pranto e foi embora de repente dando espaço aos exatos riscos da realidade confortada em meu corpo revestido de certezas de que é de passar a hora perdida.
Da cidade
Até as luzes se apagarem, a noite dormir, a manhã de amanhã acordar e despertar aquele sorriso solar, até a chegada em cena da rotina fadigada fazendo se mover em meu redor a solidão vasta que agora corre em plena terra batida, sob os cantos doces, sob o céu rodando e nuvens seguindo minhas pedaladas tomadas de expectativas de chegar ao ponto, que se torne verdade a leveza de ser, de sentir, que possa ser bossa a nova que vem e vai, que canta e espanta o torvo, até as luzes ao fim do dia se acenderem.
ai lá
Vem bailar comigo, meu bem, girar e girar sem medo.
Vem invadir meu espaço particular, se enrolar em meus braços, vem me cobrir de abraços.
Vem bailar comigo, meu bem, espalhar a ternura pelo salão, ventar amor, sorrir paixão.
Vem cantar comigo, meu bem, nadar no encanto que é a minha, a tua, a nossa insana imaginação.
Vem e vem logo, cale-me com teus beijos, cubra-me com teu corpo, lance aqui e lá teu jeito doce.
Vem bailar comigo, meu amor, me tira essa sede, me tira esse choro, me dê sua mão.
Vem bailar comigo, meu amor, vem que eu carrego comigo tua flor e ouço de longe nossa canção
Vem invadir meu espaço particular, se enrolar em meus braços, vem me cobrir de abraços.
Vem bailar comigo, meu bem, espalhar a ternura pelo salão, ventar amor, sorrir paixão.
Vem cantar comigo, meu bem, nadar no encanto que é a minha, a tua, a nossa insana imaginação.
Vem e vem logo, cale-me com teus beijos, cubra-me com teu corpo, lance aqui e lá teu jeito doce.
Vem bailar comigo, meu amor, me tira essa sede, me tira esse choro, me dê sua mão.
Vem bailar comigo, meu amor, vem que eu carrego comigo tua flor e ouço de longe nossa canção
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
6
Por fora, a pele fria, pelos arrepiados, mãos tremulas, pernas prontas para fugir em passos largos e ligeiros, respiração forte, olhos úmidos e cansados procurando os teus para mirar.
Por dentro, um grito rasgando as paredes do meu corpo, o sangue quente correndo em desespero pelas veias, batidas dolorosas, o eu sem direção, a audição oscilando o não dito por ti, o coração rejeitando sua função, a mente tentando entender, tentando trazer a razão.
Os sentidos devorando a alma, o ser, a carne fria revestida de querer, desejo, impaciência, cravada a pureza da emoção que me cerca,o sentimento óbvio e totalmente transparente que liberta e prende em um único tom.
Enfim, o medo, o desconsolo.
Por dentro, um grito rasgando as paredes do meu corpo, o sangue quente correndo em desespero pelas veias, batidas dolorosas, o eu sem direção, a audição oscilando o não dito por ti, o coração rejeitando sua função, a mente tentando entender, tentando trazer a razão.
Os sentidos devorando a alma, o ser, a carne fria revestida de querer, desejo, impaciência, cravada a pureza da emoção que me cerca,o sentimento óbvio e totalmente transparente que liberta e prende em um único tom.
Enfim, o medo, o desconsolo.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Amanhã,seu
Acorda esta manhã com o sorriso meigo que joga a exaustão pra lá
lança o o amor no ar
canta pra rir e chorar
faz o olhar falar
a canção dançar
o corpo tremer
e o sossego ficar
lança o o amor no ar
canta pra rir e chorar
faz o olhar falar
a canção dançar
o corpo tremer
e o sossego ficar
Fragmentos
Fragilizou-se então
tornou-se fragmento dos seus sentidos
deu a hora ao mesmo amor franzido
esgotou o delírio do estorvo capaz de emboscar teu desconhecido
calou-se na monotomia
e fez-se renovar o desejo de gargalhar aos belos anseios do olhar teu
tornou-se fragmento dos seus sentidos
deu a hora ao mesmo amor franzido
esgotou o delírio do estorvo capaz de emboscar teu desconhecido
calou-se na monotomia
e fez-se renovar o desejo de gargalhar aos belos anseios do olhar teu
sábado, 21 de setembro de 2013
Reticências
Parece que quando tudo está bem, o tudo volta, talvez seja só eu fugindo sem destino algum só pra saber se melhora.
Talvez eu esteja cansada, tão cansada...cansada de ir, vir, dar voltas e voltas tentando esquecer.
Despindo a angústia, descrevendo um sofrimento, aconchegando vontades, sonhos, dores, regando pessimismo, carregando cinismo, e mesmo assim não sabendo de nada.
Confundindo a confusão mais do que é possível, perdendo meu meio inconsequentemente.
Nada importa, erros, os erros mais bem cometidos, os erros mais bem vindos..
Jogaram inúteis conselhos,eu tô por aí..
...estão por aí, esperando...
...esperando o que não volta, esperando o que é de ir mais e mais.
Esperando descobrir nas reticências o que não significa nada.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Teus olhos seguem para outro horizonte,horizonte esse que não me pertence mais.
Nossos pés correm em caminhos diferentes, tempo, risos, falhas, sei lá...
São horizontes diferentes, olhares frios, mãos vazias, nada volta..tudo se foi.
As lágrimas também se foram.
O cansaço tomou conta, mas o sorriso não, esse só está escondido, talvez esperando a hora certa de aparecer, ser notado, merecer, ser, ter.
Nossos pés correm em caminhos diferentes, tempo, risos, falhas, sei lá...
São horizontes diferentes, olhares frios, mãos vazias, nada volta..tudo se foi.
As lágrimas também se foram.
O cansaço tomou conta, mas o sorriso não, esse só está escondido, talvez esperando a hora certa de aparecer, ser notado, merecer, ser, ter.
Reticências
Talvez eu deixe escrito em algum lugar que teu amor foi só um vendaval.
Sim, um vendaval,desses que passam rapidamente, intensos, deixando marcas e alguns estragos.
Apenas, deixando...
domingo, 8 de setembro de 2013
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
E se
Se a saudade acabasse
Se as palavras esgotassem
Se as lágrimas secassem
Se as risadas eternizassem
Se eu nada lamentasse
Se você ainda me amasse
Se o "se" não existisse
Se as palavras esgotassem
Se as lágrimas secassem
Se as risadas eternizassem
Se eu nada lamentasse
Se você ainda me amasse
Se o "se" não existisse
domingo, 1 de setembro de 2013
Em um tempo rápido como os dias de frio na cidade calorosa, eu tento me conter e esconder na escuridão o silêncio perturbador. Então, são decisões difíceis pra quem está do lado de cá, é um caminho longo até a montanha onde os olhos se abriram, e cairá a desilusão.
Em um vazio extremo de um quarto com luz acesa, os pensamentos rondam como fantasmas à procura de mais uma vítima para assombrar, as lembranças caem como folhas secas, as lágrimas escorrem sem destino..
Numa mente confusa, num corpo frio, num peito cansado, num coração doente, numa alma vazia, numa vida sem expectativas do amanhã, a dor de sentir se tornou rotina de quem tanto fugia.
Em um vazio extremo de um quarto com luz acesa, os pensamentos rondam como fantasmas à procura de mais uma vítima para assombrar, as lembranças caem como folhas secas, as lágrimas escorrem sem destino..
Numa mente confusa, num corpo frio, num peito cansado, num coração doente, numa alma vazia, numa vida sem expectativas do amanhã, a dor de sentir se tornou rotina de quem tanto fugia.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
O pequeno caos no mundo de Cecília
A obscuridade era seus sentimentos,que até então sem nenhuma dificuldade mantinham-se cercados de medos,assim totalmente mantidos em posição de defesa.Mas houve um limite,e então ao se entregar,seus seus sentimentos sugaram-lhe todas as forças e cravaram a dor seguida de trauma em seu ser.
Tempos passavam e Cecília mantinha na cabeça a ideia de que nunca mais se atreveria a amar alguém,não tinha forças para ir atrás,mas também não se contentava em ver quem tanto amava lhe deixar sozinha.
Nesses momentos de solidão uma voz lhe dizia:É apenas um fim,Cecília.
O mundo ainda está de pé.Então chore tudo o que tem pra chorar e vá ver o dia,há alguém lá fora tão estúpida como você no meio de toda essa gente precisando saber o que é amar.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Sent(ir)
Sentir, eu já senti demais.
Eram tantos sentimentos que me transbordaram os limites.
Hoje já não sei o que sinto, se realmente sinto ou se ainda irei sentir.
É medo,medo do que foi sentido, do repetido, do que posso sentir,do que devo.
Sentir, eu já senti demais.
Senti tanto que me desgastei, agora só procuro não sentir.
Mas sentir me tornou viva, mas sentir também me tornou pele morta.
Sentia o que era bom e renovava meu ser, a leveza do sentir.
Sinto hoje o que me sufoca, o que eu carrego sem forças, o peso e a consequência do que tanto é sentir.
Eram tantos sentimentos que me transbordaram os limites.
Hoje já não sei o que sinto, se realmente sinto ou se ainda irei sentir.
É medo,medo do que foi sentido, do repetido, do que posso sentir,do que devo.
Sentir, eu já senti demais.
Senti tanto que me desgastei, agora só procuro não sentir.
Mas sentir me tornou viva, mas sentir também me tornou pele morta.
Sentia o que era bom e renovava meu ser, a leveza do sentir.
Sinto hoje o que me sufoca, o que eu carrego sem forças, o peso e a consequência do que tanto é sentir.
sábado, 10 de agosto de 2013
A rua
A Rua, onde os corpos eternamente sofredores caminham.
A Janela, onde os corpos eternamente sorridentes enxergam o mundo passar.
O Telhado, onde os corpos eternamente sonhadores flutuam em ácido.
JorgeLucasM.
Embriaguez
Traga-me uma dose de ti,eu preciso me embriagar.
Esqueça o correto,as instruções.
Traga-me teus suspiros,tuas paixões.
Deixe que o vento leve o que há de ser,
Traga-me o incerto,o duvidoso e transforme no "pra valer".
As rimas são pobres,mas por ti eu as faço,desfaço.
Traga-me uma dose de ti,eu preciso me embriagar.
Me embriagar de amor,me embriagar,apenas amar.
Traga-me o que é teu,o que tu és.
Esqueça os outros,o tamanho do caminho,vou embriagada seguindo teus pés.
Esqueça o correto,as instruções.
Traga-me teus suspiros,tuas paixões.
Deixe que o vento leve o que há de ser,
Traga-me o incerto,o duvidoso e transforme no "pra valer".
As rimas são pobres,mas por ti eu as faço,desfaço.
Traga-me uma dose de ti,eu preciso me embriagar.
Me embriagar de amor,me embriagar,apenas amar.
Traga-me o que é teu,o que tu és.
Esqueça os outros,o tamanho do caminho,vou embriagada seguindo teus pés.
É querer, é não ter
Eu quero me perder na poesia de tuas palavras, nos mistérios do teu olhar,
nos esconderijos do teu corpo.
Eu quero sentir o calor dos teus beijos, a meiguice dos teus abraços,
o peso da tua sinceridade.
Eu quero as ilusões vindas de ti, as confusões feitas por mim, tuas gargalhadas me fazendo rir.
Eu quero o som do teu sussurro me dando sossego.
Eu quero a ti em partes, quero o que tu tem por inteiro.
Eu quero as malícias, as inocências, quero teu desprezo, quero tua presença.
Eu quero não ter que amar, mas quero teu amor.
Eu quero. Mas e por acaso,meu querer me faz ter?
Eu quero o que não posso, e tenho o que não quero.
Então, é só querer, é não ter.
nos esconderijos do teu corpo.
Eu quero sentir o calor dos teus beijos, a meiguice dos teus abraços,
o peso da tua sinceridade.
Eu quero as ilusões vindas de ti, as confusões feitas por mim, tuas gargalhadas me fazendo rir.
Eu quero o som do teu sussurro me dando sossego.
Eu quero a ti em partes, quero o que tu tem por inteiro.
Eu quero as malícias, as inocências, quero teu desprezo, quero tua presença.
Eu quero não ter que amar, mas quero teu amor.
Eu quero. Mas e por acaso,meu querer me faz ter?
Eu quero o que não posso, e tenho o que não quero.
Então, é só querer, é não ter.
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