Aquela vaga poesia minha
que se esconde por trás da dificuldade que é sonhar e te ver longe
que se devora de ignorância e melancolia ao ver os olhos teus
de um um olhar firme
que me tira toda a concentração e apaga minha raiva
me desconcerta e me culpa
Aquela vaga poesia minha
que se desmancha em choro e dança dentro de mim com a sincronia da minha insegurança atormentando meu doce amar
Aquela vaga poesia minha
que se encanta pelas tuas
que cai ao chão nua
que perde a razão
que não se situa
Aquela vaga poesia minha
que apesar do tempo que passou
ainda espera a chance de te cobrir e
que sabe que só assim correrá da terra para lua
passando de rua em rua
Voltando ao tempo que passou e amando sem medo do que voou.