quinta-feira, 28 de novembro de 2013

De lírios (delírios)

   Em meio a serenidade que toma em cheio minha carne, meu corpo leve, me vem à mente uma pergunta: O que há de vir, então?
   Devo perceber que ao menos esta vez me vejo crendo, enfrentando algo...
...algo que não se pode ao menos ignorar.
São como discos voadores repletos de luzes, luzes quebradas caindo lá de cima, com todo o peso do céu.E o céu? Ah, esse se faz presente sobre mim, e algumas vezes possui o capricho de derrubar toda a tempestade em cima da minha cabeça, e é aí  que a loucura rodopia em minha mente singela pronta para mais uma pequena viagem ao tópico de emoções de pouca fé.
   Pouca fé, há quem diga que isso é ruim, eu não diria isso, eu não sei de nada. Então, esqueçamos a "pouca fé", eu recolhi algumas ideias censuradas por mim mesma..
   Não sei onde se encontram no momento, provavelmente em algum esconderijo desta triste casa sem janelas, sem cor, sem ar, apenas com uma porta fechada, com risco de cair de vez por conta das paredes fracas e sua madeira comida por cupins.
  Então, perceba que logo logo alguém chegará com uma carta de retirada alegando estar oferecendo risco aos moradores (no caso, eu) e aos vizinhos mais próximos.
Imagina só, isso já esteve tão próximo de acontecer...mas eu me permitir roubar um serviço para remendar as rachaduras das paredes.Os cupins?? Para esses eu usei uma receita caseira.
Só posso dizer que se isso acontecer não fará muita diferença, eu mesma já estou partindo.
  Estou indo ao desconhecido, deixarei tudo, para que se destruam com o desabamento que sei que há de acontecer, não por conta do tempo, mas por minha conta.
  Acontece que já não há motivos para viver aqui, toda essa escuridão, todo esse silêncio, eu já não consigo passar todas as noites me embriagando. 
  Tudo isso por ter me dado a chance de olhar para o lado de fora, com todo aquele clichê bobo e com os lírios que davam fortes gargalhadas, e me dado conta de que as luzes dos tais discos voadores ao cair, nunca haviam chegado ao chão.Eu não sei qual o motivo disso, eu apenas não sei, e devo dizer que nem quero saber.
  Está tudo em minhas pequenas mãos, o que há de vir, então? Eu apenas não sei, e devo dizer que não quero saber.


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