sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O pequeno caos no mundo de Cecília


A obscuridade era seus sentimentos,que até então sem nenhuma dificuldade mantinham-se cercados de medos,assim totalmente mantidos em posição de defesa.Mas houve um limite,e então ao se entregar,seus seus sentimentos sugaram-lhe todas as forças e cravaram a dor seguida de trauma em seu ser.
Tempos passavam e Cecília mantinha na cabeça a ideia de que nunca mais se atreveria a amar alguém,não tinha forças para ir atrás,mas também não se contentava em ver quem tanto amava lhe deixar sozinha.
Nesses momentos de solidão uma voz lhe dizia:É apenas um fim,Cecília.
O mundo ainda está de pé.Então chore tudo o que tem pra chorar e vá ver o dia,há alguém lá fora tão estúpida como você no meio de toda essa gente precisando saber o que é amar.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Sent(ir)

Sentir, eu já senti demais.
Eram tantos sentimentos que me transbordaram os limites.
Hoje já não sei o que sinto, se realmente sinto ou se ainda irei sentir.
É medo,medo do que foi sentido, do repetido, do que posso sentir,do que devo.
Sentir, eu já senti demais.
Senti tanto que me desgastei, agora só procuro não sentir.
Mas sentir me tornou viva, mas sentir também me tornou pele morta.
Sentia o que era bom e renovava meu ser, a leveza do sentir.
Sinto hoje o que me sufoca, o que eu carrego sem forças, o peso e a consequência do que tanto é sentir.

sábado, 10 de agosto de 2013

A rua

A Rua, onde os corpos eternamente sofredores caminham.
A Janela, onde os corpos eternamente sorridentes enxergam o mundo passar.
O Telhado, onde os corpos eternamente sonhadores flutuam em ácido. JorgeLucasM.

Embriaguez

Traga-me uma dose de ti,eu preciso me embriagar.
Esqueça o correto,as instruções.
Traga-me teus suspiros,tuas paixões.
Deixe que o vento leve o que há de ser,
Traga-me o incerto,o duvidoso e transforme no "pra valer".
As rimas são pobres,mas por ti eu as faço,desfaço.
Traga-me uma dose de ti,eu preciso me embriagar.
Me embriagar de amor,me embriagar,apenas amar.
Traga-me o que é teu,o que tu és.
Esqueça os outros,o tamanho do caminho,vou embriagada seguindo teus pés.





É querer, é não ter

Eu quero me perder na poesia de tuas palavras, nos mistérios do teu olhar,
nos esconderijos do teu corpo.
Eu quero sentir o calor dos teus beijos, a meiguice dos teus abraços,
o peso da tua sinceridade.
Eu quero as ilusões vindas de ti, as confusões feitas por mim, tuas gargalhadas me fazendo rir.
Eu quero o som do teu sussurro me dando sossego.
Eu quero a ti em partes, quero o que tu tem por inteiro.
Eu quero as malícias, as inocências, quero teu desprezo, quero tua presença.
Eu quero não ter que amar, mas quero teu amor.
Eu quero. Mas e por acaso,meu querer me faz ter?
Eu quero o que não posso, e tenho o que não quero.
Então, é só querer, é não ter.