Mal diz este gozo a cada miragem tua
Mal diz esta farpa que atravessa os sentidos
Me fiz de pedra, me fiz de rosas
Me fiz do que se desfez
Mal diz minhas poesias cobertas de memórias
O tal sabor de sangue
O tal cheiro da tua nuca
Mal diz estas palavras sem sentido
Os passos que tenho revido
Mal diz este espinho que perfura
Os dias que nem o tempo atura
Padece minha alma lavada de suor ateu
Alto de desventuras e do que se escondeu
A gota doce de tortura
A clareza perdida no breu
Nenhum comentário:
Postar um comentário