sábado, 12 de outubro de 2013

Chuva fina na Augusta

O travo na garganta ferindo teu choro fino e devagar.
Teu cansaço refletido no vidro da janela que sente o toque de cada pingo de chuva caído do céu nublado.
O belo se tornando lembrança, teu rosto transparecendo a solidão.Enfim, teu coração desarmado pedindo as flores da primavera, o seu íntimo escorrido de serenidade revestida de paixão.
Perdida em seu próprio casulo,crescendo em si a fina angústia de que nada se acontece sem que querer, nem por acaso, nem acaso, ou descaso, procurando nos teus devaneios a saída de uma tarde morna.

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