quinta-feira, 8 de maio de 2014

Despertador


Ao encostar a cabeça sobre o travesseiro
e ao deixar meu braços leves
Ao esticar minhas pernas em tua direção
e ao deixar a noite ir sem pressa
Quem sabe estamos em algum tipo de começo
Quem sabe estamos em alguma espécie de fim
Numa lista de atrasos eu escrevi onde não quero chegar
e num trago de um cigarro suguei minha própria destruição
Ao desprender alguns pedaços de papéis da parede
e ao planejar tudo outra vez
Ao conseguir me desatar aos poucos
e ao decorrer dos dias frágeis que me sustentam
Eu tenho conseguido me levantar cedo sem lamentar
e tenho segurado o peso dos meus lençóis 





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