Por trás dos óculos com lentes sujas eu consigo ver bem melhor, o que se foi não foi em vão.
No vácuo que aqui foi deixado há um tempo, nada me sugou tanto assim, entreguei-me aos cantos e encantos desta solidão.
Agora quem já não volta sou eu, desfiz os laços pelo qual achava que havia segurança.
E ando me distraindo à cada esquina.
Há um pedido feito, agora sim sendo atendido.
As pontas dos dedos dos pés guardam um longo caminho, eu não quero mais deitar.
De longe vejo meu abrigo vazio, sem braços, sem mãos, sem vida.
E não há quem diga que isso é ruim, a coragem tem gosto bom.
Há novos passos feitos, riscando o chão com o giz dos meus desejos.
Aceito o que me vem, e que me venha sem promessas, mas sim com verdades.
Até a última parada, até a última gargalhada mergulhada em meus suspiros.
E não há quem diga que isso é ruim, um coração livre tem gosto doce.
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